domingo, 3 de agosto de 2014

Do começo ao fim



Foi numa tarde ensolarada da primavera, entre conversas e risadas, que vi o amor despertar dentro de mim... 
E já nem importa mais se foi verdade para ele ou não o que importa foi o caminho que esse amor percorreu até aqui.
Eu vi ele crescer e explodir no meu coração, se fazer intenso e verdadeiro. Vi ele me motivar a loucuras, ao insaciável, ao cuidado, ao ciúmes... Vi ele ferver, vi ele sofrer...
Dizem que a gente sempre pensa que o amor atual é o melhor, o maior, o de verdade. E sim, eu sinto que conheci o amor aos 45, pois realmente nunca foi assim. Nunca todas as poesias fizeram tanto sentido, nunca eu quis ser tão de alguém como quis, nunca quis cuidar de alguém como eu quis... Por que o amor, essencialmente, é se dar...
Sem lamentos, eu tenho destrinchado esse amor do começo ao fim.
Ele nasceu em meados de setembro... e eu consigo fechar os olhos e ouvir ele dizer que estava apaixonado. Eu acho que o chão nem existia ali, só a brisa, os passarinhos, as árvores e o sinal da TIM... kkk 
Agora estou no velório desse amor, no meu luto particular, e vejam só, estamos em agosto, maldosamente rotulado de mês do desgosto... e o cenário é tão diferente quanto o sentimento daquele setembro de 2011. O céu agora é vermelho e a brisa é gelada... tenho que me abraçar para me aquecer. 
Vivemos todas as estações possíveis. Nos encontramos, nos amamos, moramos juntos, nos casamos ao luar, fomos no topo do mundo e eu pedi ao Cristo Redentor para abençoar aquele amor.
Mas a vida real o consumiu e não terei mais aquele abraço que me recarregava e nem deitarei mais naquele peito que era meu refúgio, meu porto seguro, minha morada, não terei mais os beijos quentes, ou ternos, ou até infantil... não haverá mais seu corpo no meu....
E das intermináveis conversas, só sobrou a distância verdadeira, a distância de almas, de corpos, de nós... E nós que já conversamos dentro de um armário, ou mesmo por infindáveis horas com a necessidade de mais, já não nos falamos mais...
Desconectamos... Não somos mais um do outro... mas você ainda está aqui na lágrima diária.
E nas 24 horas que vivo... até o fim, senão da gente, insolitamente, da vida, como a promessa do infinito.

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