sábado, 30 de agosto de 2014

Esquecer



Para esquecer é preciso lembrar,
Esquecer não é não lembrar mais
Esquecer é lembrar sem dor.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A Palavra Certa



A palavra certa é aquela que preenche as lacunas da alma.

que responde as perguntas e embala sensações de conforto.

A palavra certa é aquela que fala verdades e se isenta da hostilidade.

É aquela que mensura o peso e o tom do momento.

A palavra certa é aquela que queremos ouvir,

Que virá como o bálsamo para o nosso coração

Ou senão, como a tormenta que desvincula, mas que não deixa dúvida.

A palavra certa é necessária e não pode ser substituída por interjeições.

A palavra certa é aquela que, acima de tudo, sai do íntimo dos sentimentos

Sem rancores, sem mágoas, sem jogos, sem louvores...

é pura e simplesmente a palavra certa.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Cris Moura



As vezes posso ser uma delicada brisa

Que entra pela tua janela sem ser percebida

Que acaricia tua face

Sussurra de amar

Que toca levemente teus cabelos
Que beija delicadamente teus lábios
Que observa o que faz
Que sorri baixinho quando tropeças no tapete
Que vira a página do teu livro
E o lê ....bem juntinho à você
Depois dorme ao teu lado
Sem você saber
Mas posso perfeitamente:
Ser uma ventania!
Entrar inesperadamente
E escandalosamente
Por todas as frestas da tua casa
Abrindo portas e janelas
Que marca presença
Que esfrega teu rosto com sofreguidão
Que diz que te ama com paixão
Que bagunça teus cabelos
Que te beija loucamente
Que devasta toda tua intimidade
Que dá altas gargalhadas com tuas trapalhadas
Que vira rapidamente as páginas do teu livro...na ânsia de te conhecer
De dividir teus pensamentos...teus gostos....teu sorriso...teu prazer
Depois invade teu quarto
E sem pedir licença
Arranca teu lençol
E te faz me sentir
A noite inteira!

-- Cris Moura

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Peça de teatro

Por mais que eu tente é impossível não pensar em você.
Você se entranhou na minha vida, fez-se presente e criou hábitos em mim.
Você diz que a culpa é minha de ter criado expectativas... mas eu não inventei as coisas, você construiu um cenário de felicidade e eu pensei que estava vivendo-o.
Mas o ato acabou, a cortina se fechou, estou no escuro...
Faz frio, dá medo, tenho que abrir porta dos fundos e sair para a vida.
Nesse estado latérgico preciso reaprender a sorrir e caminhar e até dirigir...
Tudo é meio deficiente sem você
E não ter pra quem contar minhas coisinhas diárias me faz querer implodir.
E não saber da sua vida é como não fazer uma das refeições...
Fica aquele vazio...
E no vazio é que encontro tanta saudade, de um tempo que essa peça de teatro era tão real.

My
18/08/2014

domingo, 3 de agosto de 2014

Do começo ao fim



Foi numa tarde ensolarada da primavera, entre conversas e risadas, que vi o amor despertar dentro de mim... 
E já nem importa mais se foi verdade para ele ou não o que importa foi o caminho que esse amor percorreu até aqui.
Eu vi ele crescer e explodir no meu coração, se fazer intenso e verdadeiro. Vi ele me motivar a loucuras, ao insaciável, ao cuidado, ao ciúmes... Vi ele ferver, vi ele sofrer...
Dizem que a gente sempre pensa que o amor atual é o melhor, o maior, o de verdade. E sim, eu sinto que conheci o amor aos 45, pois realmente nunca foi assim. Nunca todas as poesias fizeram tanto sentido, nunca eu quis ser tão de alguém como quis, nunca quis cuidar de alguém como eu quis... Por que o amor, essencialmente, é se dar...
Sem lamentos, eu tenho destrinchado esse amor do começo ao fim.
Ele nasceu em meados de setembro... e eu consigo fechar os olhos e ouvir ele dizer que estava apaixonado. Eu acho que o chão nem existia ali, só a brisa, os passarinhos, as árvores e o sinal da TIM... kkk 
Agora estou no velório desse amor, no meu luto particular, e vejam só, estamos em agosto, maldosamente rotulado de mês do desgosto... e o cenário é tão diferente quanto o sentimento daquele setembro de 2011. O céu agora é vermelho e a brisa é gelada... tenho que me abraçar para me aquecer. 
Vivemos todas as estações possíveis. Nos encontramos, nos amamos, moramos juntos, nos casamos ao luar, fomos no topo do mundo e eu pedi ao Cristo Redentor para abençoar aquele amor.
Mas a vida real o consumiu e não terei mais aquele abraço que me recarregava e nem deitarei mais naquele peito que era meu refúgio, meu porto seguro, minha morada, não terei mais os beijos quentes, ou ternos, ou até infantil... não haverá mais seu corpo no meu....
E das intermináveis conversas, só sobrou a distância verdadeira, a distância de almas, de corpos, de nós... E nós que já conversamos dentro de um armário, ou mesmo por infindáveis horas com a necessidade de mais, já não nos falamos mais...
Desconectamos... Não somos mais um do outro... mas você ainda está aqui na lágrima diária.
E nas 24 horas que vivo... até o fim, senão da gente, insolitamente, da vida, como a promessa do infinito.